Archive for 13-12-2009 - 20-12-2009

Why?


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Esta foi a minha primeira composição. Escrevia para um dos passatempos do Volturi Guard, valeu-me o 3º lugar e boas críticas. Espero que gostem...

«Encostada à ombreira da porta observo cada movimento, cada expressão, cada sorriso… Um sentimento de orgulho invade-me ao contemplar aqueles dois maravilhosos seres a brincarem inconscientemente.

“Olá mamã!”, Reneesme gritou por entre gargalhadas, com a sua voz suave e melodiosa. Mamã! Ora ai está uma palavra que não pensara ouvir tão cedo, mas que depressa me habituei a escutar da boca da minha princesinha. Naquele preciso momento, Edward se levantou e com a nossa filha em seus braços, caminhou docemente em minha direcção. Ambos envergavam em seus rostos um sorriso lindo, que me fez querer chorar, se ainda pudesse.

Um cheiro forte e repugnante penetrou neste nosso momento familiar e de repente tudo havia desaparecido. Para onde foram? Para onde foi a nossa casa? Onde estou? Porque tudo está tão escuro e nublado? O que se passa? Uma voz harmoniosa e familiar soou entretanto, fazendo-me acalmar desta minha agitação interior. “Bella por favor acorda, acorda. Não me deixes!” Estas palavras ditas por entre soluços me deixaram mais confusa. Tentei abrir os olhos, mexer os dedos, gritar por Edward e Reneesme, mas o meu corpo não reagia. ”Calma, ela vai ficar boa. Ela vai acordar. Ela é teimosa demais para nos abandonar”, outra voz se fez soar, mais calma e forte, também não me era desconhecida, mas estava demasiado confusa para ligar qualquer som a uma qualquer pessoa. “

Mesmo sem conseguir identificar a entidade que proferiu tais palavras, elas me tocaram e me deram uma força inexplicável para acordar deste submundo negro e frio em que me encontrava aprisionada. A minha mão, por fim, se mexeu. Os meus olhos abriam-se debilmente para um desfocado de imagens. Os sons se confundiam na minha cabeça. As palavras voavam por entre os meus ouvidos e eu não as conseguia apanhar para as perceber. Existiam as duas vozes familiares que falavam com uma outra desconhecida. Havia também, outras duas vozes incógnitas, que embora não conseguisse perceber o que diziam, tinha a noção do quão perto estariam de mim.

Ainda no meu atordoamento, me apercebi que nenhuma daquelas vozes era a de Edward. Entrei em pânico e gritei com todas as minhas forças o seu nome. As lágrimas corriam abruptamente pelo meu rosto. Um espasmo de fúria invadiu o meu corpo e tentei sair daquele lugar. Gritei! Chorei! Bati! Empurrei! Naquele momento não estava interessada naquelas pessoas a quem agredi ferozmente. Quando tivesse Edward junto de mim elas perceberiam o porquê da minha reacção e aí lhes pediria mil perdões.

A confusão estava instalada e um grito forte e emotivo me fez voltar a mim, “Ele estará sempre contigo”. Alice, sim era Alice quem tinha falado agora e anteriormente. Sim era ela. Mas o que queria dizer com aquilo de Edward estar sempre comigo? Eu sabia que sim, ele... Nesse momento voltei para a realidade, tudo fazia sentido agora. O lugar, a língua que não entendia, o desespero sentido, a força que me fazia prisioneira em meu próprio corpo.

Itália, Volterra, Volturi, torre do relógio, sol…Edward. Num flash recordei o que se havia passado. Não tínhamos chegado a tempo. Edward se mostrara ao sol fazendo frente aos Volturi. Ainda gritei pelo seu nome, mas no meio daqueles seres vestidos com capas negras não ouviu o meu desespero. Uma menina pequena, loura e de uma beleza incomparável, me lançou um olhar desumano acompanhado de um sorriso malicioso. “Jane, não!”, gritou Alice ao chegar perto do meu corpo estendido na calçada quente da praça. Nesse momento já não havia rasto daqueles vultos, já não havia sinal de Edward. Havia desaparecido para sempre. Os olhos brilhantes de Alice confirmavam isso mesmo.

Se ela pudesse verter algumas lágrimas daqueles pequenos olhos, este seria o momento perfeito. Neste quarto frio e vazio, num país que nos tinha roubado uma parte de nós, ficamos agarradas, nos consolando com pequenos movimentos corporais e repetindo vezes sem conta “Ele nunca nos abandonará.”»

Autora: Mia Afonso

Apresentação


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Serão aqui apresentadas pequenas histórias que giram em torno de toda a saga Twilight. Histórias essas, feitas por mim, abordando pontos de vista diferentes daqueles apresentados pela maravilhosa Stephanie Meyer, ou intentando apenas aprofundar alguns dos sentimentos vividos pelas nossas personagens de eleição.

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Kiss,
Mia